Uma Abordagem ao Modelo High-Scope

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PED/HIGHSCOPE

Description

O “High Scope Perry Preschool Project” foi concebido nos EUA por David Weikart e destinava-se a servir as crianças mais desfavorecidas dos bairros de Ypsilanti – Michigan, ou seja, surge no âmbito do movimento de educação compensatória. No entanto, os estudos que se foram desenvolvendo indicavam que o insucesso das crianças estava frequentemente relacionado com as lacunas na sua aprendizagem precoce. Assim, o Modelo High Scope começou a ser aplicado às crianças do jardim de infância, como meio de potenciar o desenvolvimento cognitivo, o desenvolvimento sócio emocional e o desenvolvimento psicomotor como um todo. Estudos longitudinais indicam que as crianças que frequentaram este modelo pedagógico foram mais longe nos seus estudos, conseguiram melhores empregos, possuem relações familiares estáveis, bem como foram reduzidos os índices de criminalidade.

Objetivos Gerais
Reconhecer o modelo High/Scope como uma abordagem aberta de teorias de desenvolvimento e práticas educacionais orientado para o desenvolvimento da criança e da sua aprendizagem, integrando as perspetivas intelectual, social e emocional; Compreender a importância da aprendizagem ativa e significativa; Promover o envolvimento da criança na planificação, desenvolvimento e avaliação das suas atividades de aprendizagem.
Objetivos Especificos
Apresentar o Modelo High-Scope, importado dos EUA, abordando a sua adaptação e implementação ao contexto português;
. Apresentar as componentes essenciais do Modelo High-Scope:
Experiências-chave;
Organização do ambiente educativo (rotina, espaço e materiais); Interação adulto/criança;
Interação adulto/adulto;
Instrumentos de Observação para reflexão e planeamento da atividade pedagógica;
Instrumentos de Avaliação das aprendizagens da criança;
do ambiente educativo, da interação adulto/adulto e da interação adulto/criança;
. Propor a dinamização das propostas, atividades ou operacionalização de instrumentos do Modelo High Scope em contexto de trabalho pedagógico real.
Programa
1. Pedagogias Participativas
2. Enquadramento do Modelo High-Scope
3. Organização do ambiente educativo espaço/materiais/rotina
4. Experiências-chave
5. Interação adulto-criança
6. Interação adulto-adulto
7. Observação-reflexão-planeamento: avaliação
Destinatários/as
Educadores de Infância
Pré-Requisitos
Este curso não apresenta pré-requisitos
Formador/a
A definir
Coordenador Pedagógico
Mariza Moreira
Metodologias de Formação
Todas as ações de formação abrangem métodos e técnicas de formação diversificadas, adequadas pelos formadores às características dos formandos, aos conteúdos a abordar e ao momento formativo. Recorremos sempre a metodologias adequadas aos adultos. Nesse sentido, a formação é desenvolvida com uma componente essencialmente prática, tendo em conta os interesses e as motivações do formando, de modo a permitir-lhe aperfeiçoar os seus saberes e capacidades, rentabilizando-as em todas as esferas da sua vida. Por estes motivos, privilegiamos a utilização de metodologias não-diretivas, nomeadamente, de métodos ativos, uma vez que estes facilitam a responsabilidade a autonomia do formando na construção dos saberes, envolvendo-o na pesquisa, análise, reflexão e resolução de situações-problema.
Métodos de Avaliação
A avaliação é um elemento essencial numa formação, constituindo-se como um espaço de reflexão crítica sobre todos os momentos e fatores que nela intervêm. Nesse sentido, consideramos fundamental avaliar não só o percurso formativo do formando, mas também a qualidade da ação de formação. A avaliação do percurso formativo do formando assenta numa permanente interação com os mecanismos de controlo dos resultados da aprendizagem ao longo do processo da formação. Tem como finalidade validar os conhecimentos, as capacidades e as aptidões adquiridas e/ou desenvolvidas pelo formando, nos diversos domínios do saber. No entanto, mais do que centrada nos produtos e na emissão de juízos de valor, esta avaliação preocupa-se também com os processos, assumindo uma função pedagógica que inclui dimensões pessoais, didáticas, curriculares, educativas e sociais. Porque é um exercício contínuo integrado no ciclo formativo, iniciado no diagnóstico de necessidades e deteção de lacunas que a Formação visa preencher, finalizado nos resultados alcançados e na definição de medidas corretivas ou reguladoras, ajustadas às necessidades identificadas nos formandos, compreende três momentos: avaliação inicial, formativa e sumativa. Em última instância, os resultados obtidos constituem também um dos elementos de validação do próprio processo formativo. A avaliação da ação de formação é o processo pelo qual se realiza uma monitorização sistemática de uma intervenção formativa, através do recurso a padrões de qualidade de referência, com o objetivo de produzir juízos de valor que sustentem a tomada de decisão futura relativamente à intervenção e aos seus resultados. Assumimos que uma intervenção foi eficaz se os formandos desenvolveram os saberes esperados, através de um processo de aprendizagem sustentado em métodos e técnicas ajustados, orientados por formadores experientes que ministraram um referencial adequado que, no momento e local certo, promoveu a transferência necessária e gerou os resultados desejados para a satisfação das necessidades dos indivíduos e da comunidade.
Certificação
O Certificado Profissional da INCURSO é emitido no fim da formação através do Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa e Formativa (SIGO), na área criada especificamente para o registo das ações de formação não inseridas no Catálogo Nacional de Qualificações, ao abrigo do n.º 6 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 396/2007, de 31 de Dezembro e Portaria n.º 474/2010, de 8 de Julho, ficando associado ao Passaporte Qualifica - Registo Individual de Competências do formando.
- No final do curso os formandos que obtiverem registarem assiduidade mínima de 80% e aproveitamento têm direito a um Certificado de Formação Profissional conforme legislação em vigor.
- Os formandos sem assiduidade mínima e/ ou aproveitamento recebem uma Declaração de Frequência de Formação Profissional, na qual onde constará carga horária e módulos da formação.
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